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Qual é a diferença entre massagem tântrica terapêutica e a massagem erótica?

Atualizado: 9 de Set de 2019

Um dos grandes desafios de quem começa a trabalhar com Terapia Tântrica é comunicar as suas atividades e método de trabalho para os potenciais clientes que entram em contato. Dada a sexualidade extremamente neurótica que vigora na sociedade em que vivemos, existe muito ruído quando o assunto é trabalhar e desenvolver a sensorialidade por meio da energia sexual.

Um dos grandes mal entendidos que encontramos é a confusão que se cria entre massagem tântrica e massagem erótica. 

Principalmente porque muitos acabam fazendo trabalhos meramente sexuais e erotizados, colocam uma música indiana, algum incenso, umas imagens hindus na sala onde farão o atendimento e chamam aquilo de Terapêutica Tântrica. O cliente, leigo, acaba sendo influenciado por esse discurso e essa simbologia e ajuda o ruído a se propagar.

Vamos procurar aqui deixar bem claro a diferença que existe entre ambos os trabalhos para ajudar você, que não tem conhecimento técnico, a escolher o profissional que vai te ajudar nessa caminhada.

Como perceber as diferenças

A massagem erótica pode ser entendida como um serviço meramente sexual, um estilo de prostituição mais rebuscada que muitos profissionais do sexo preferiram aderir porque os deixa mais no controle da situação. Normalmente na prostituição o cliente dita as regras do jogo. Na massagem erótica, o profissional fica muito mais no controle, permitindo que a experiência tome o rumo que desejar de acordo com o cliente que recebe. Não existe nenhum tipo de trabalho meditativo ou desenvolvimento corporal, tampouco confrontamos os paradigmas e neuroses instalados na sexualidade da pessoa. 

Geralmente temos um orgasmos razoável que não acalma as compulsões sexuais - dali 10 minutos estamos pensando em sexo de novo.

Já no trabalho do Tantra como terapia o processo é completamente diferente. A experiência visa expandir o comportamento sexual, criando novas sensaçõesexperiências e, consequentemente, uma mudança na autoimagem sexual. Para atingirmos essa profundidade precisamos ir de encontro aos códigos cristalizados na sexualidade, incorporando o processo meditativo de propriocepção, conduzindo a pessoa a um contato mais sensível e refinado com a própria anatomia emocional

Precisamos entender como o sistema nervoso reage durante esses estímulos e auxiliar o interagente a encontrar os rumos pra essa energia dentro de si, desenvolvendo sua consciência corporal.

Vale aqui dizer que não existe nenhum julgamento moral; não estou procurando dizer que uma experiência seja melhor ou mais válida que a outra, de maneira nenhuma. Apenas servem a diferentes propósitos. O problema é quando não existe transparência e honestidade na proposta e o leigo possa ser confundido.

Terapia e Erotismo combinam?

A resposta é não. Assim, de cara. Quando trabalhamos no campo das fantasias, dos fetiches e do erotismo estamos apenas reforçando os padrões já arraigados na sexualidade da pessoa. O grande problema que muitos enfrentam ao tentarem viver uma sexualidade saudável e que o sexo se tornou extremamente mental: temos roteiros para estimular nossas parceiras, lemos artigos sobre como enlouquecer um homem na cama, analisamos a luz para imaginar se nosso corpo fica bonito naquele cenário, nos preocupamos se estamos gemendo alto demais e mais uma infinidade de pequenas e grandes análises que acontecem durante a experiência. E quando estamos num exercício mental - seja durante o sexo ou jogando xadrez - permanecemos muito conectados com os pensamentos e bastante desconectados do corpo. A terapia e a massagem tântrica buscam trazer a sexualidade de volta pro corpo, sensibilizando-o, criando uma nova interface para a comunicação desse corpo com a sua consciência. Por isso a meditação, a respiração, o relaxamento e os limites da experiência precisam estar muito presentes.

A maioria das pessoas que procuram o Tantra como terapia sofrem de ativações no sistema nervoso simpático quando mergulham na sua experiência sexual; sentem-se ansiosas, angustiadas, com medo, aflitas, quase como esperando que o sexo acabe logo e todos saiam vivos dali. 

As fantasias e os fetiches ajudam a criar cenários nos quais as pessoas sim, possam se sentir mais à vontade ou mais excitadas, mas os jogos sexuais, o controle, a desconexão e a tensão neuromuscular precisam de algo mais para conseguirem ser trabalhadas.

Se você pretende mergulhar no caminho da terapia tântrica, procure profissionais renomados, com indicações. Faça perguntas a respeito da formação do profissional e de como o seu trabalho funciona.


Consulte outros profissionais e contraste as informações recebidas. Faça uma pesquisa com tempo, detalhada e com calma, para ter certeza de estar entrando em uma experiência que sim, pode iniciar um processo de cura e transformação interior que você nem tem ideia até onde poderá te levar.

Quem escreve Artigo escrito e enviado por Sangito Deva, terapeuta holístico que trabalha diariamente com técnicas de meditação em seus processos de cura. Atua e coordena em Natal/RN um espaço de terapia tântrica chamado Casa Samadhi. 


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